Me deram as chaves da prisão.

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Coloquei a culpa pela minha dor e frustração nos outros. Mimado me impendi de  avançar.

Também cogitei  nunca mais querer ninguém. Difamar o amor por aí.  É culpa desse bandido, eu sou inocente.

Coloquei no banco dos réus ex namoros, ex amigos, ex sonhos. Os culpei de terem partido. Condenei a todos e dentro de mim  fiz a cadeia deles. Virei um guarda preso pra evitar a fuga de seus detentos.

Me deram as chaves da prisão.

Eu vigiava sentimentos, sem possuir o poder de libertá-los. Abri essa cela através das palavras.
Pois bem, acreditem. Existem palavras mágicas! Menos místicas do que pensam as bruxas.  Surgem depois de nos observarmos sem a régua do bom e ruim, apenas lendo como a história nos escreveu.

Foram filmes, amigos, livros, poesia.  Me provocaram.

–  E aí o que será? Vai continuar sendo a vítima  calada e quieta?

Levantei aos poucos. Ainda estou me erguendo,  passo a passo.
Em pé posso  levantar alguém,  num exercício para  o músculo da generosidade.
Próximo verão já tenho o abdômen da minha alma sarado.

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1 comentário

  1. Vera Ely · abril 29, 2015

    “Eu vigiava sentimentos, sem possuir o poder de libertá-los. Abri essa cela através das palavras.” Sim, as palavras! Essas chaves mágicas que, também, podem aprisionar para sempre…Bjs, Alan! Continue!

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