De gente fraca para gente fraca.

Do filme e livro, As vantagens de ser invisível.

Do filme e livro, As vantagens de ser invisível.

Escrevo estas palavras pra alegrar seu coração. Não tenho boas notícias, nem más. Faço esta crônica sem fato visível, sem pontos históricos capazes de fazer teu sentimento raciocinar. Balanço os pés, estou numa cadeira alta. Toco o chão frio com a ponta do dedão da unha encravada.

Procuro novos verbos, tento remontar um parágrafo, eu me esforço pra te entregar um texto que te faça bem. Que te faça bem… Quanta gente por aí diz esta frase. Lamento a minha falta de originalidade, quero te entregar umas boas reflexões.
Tento ficar inspirado. Ouço uma música, vejo filmes inéditos, leio poemas, releio os poemas, deixo os poemas ficarem grandes demais e minha cabeça dói. Tomo um analgésico, volto, persisto, quero te escrever algo incrível.

Alguém toca um forró aqui perto. É aquele qualquer do cara na balada. Dou risada, acho bobagem o cara cantar na balada que está na balada. Sinto que sou besta, besta mesmo e continuo brigando pra achar a poesia que te toca.

Descubro depois desse lega-lega todo, hoje não é dia de escrever. Estou sem assunto, sem estilo, sem a marota habilidade do escritor moderno. E agora? Como é que faz pra dizer algo que sentimos sem usar as palavras?

Só que
de repente, plim.

Encontro uma boa quantidade de frases e as anoto, escrevo sem parar e tenho sua crônica pronta. Está boa, ótima, você se sentirá bem de ler suas linhas e mergulhar nas emoções transcritas ali.
Nela digo que somos fracos, solitários e estamos todos tentando enganar o mundo. Ninguém está sorrindo o tempo inteiro como dizem as fotos de perfil. Estamos tristes, sentimos raiva e falamos mal de algumas pessoas, sem raciocinar muito, é preciso expôr rancor. Estamos magoados, não nos sentimos as melhores pessoas deste lugar, nem de lugar algum. E às vezes queremos apenas bater em alguém. Só isso. Uns pontapés, uns cruzados, uns chutes na boca do estômago.

São estas as palavras e você se emociona, sente-se bem. Tudo continua muito fora de ordem, tudo bem… Aproximamos nossas solidões e contamos piadas ruins. Sofremos solitariamente nossas dores e jamais saberemos como dividi-las. Mas porque somos teimosos como mulas querendo ser jumentos, acreditamos num amanhã melhor. Duvidamos também. Temos fé e falta de fé ao mesmo tempo.
Temos jeito ainda e cabeças são duras.
Perdendo até de goleada, jamais desistiremos de vencer antes do jogo acabar.

Alan Lima

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3 comentários

  1. Tati Araujo · dezembro 15, 2014

    Nossa, adorei!
    “temos fé e falta de fé ao mesmo tempo”

    http://www.tatidfa.blogspot.com

    Curtido por 1 pessoa

  2. livroazuis · dezembro 15, 2014

    realmente profundo beijos
    ja estou seguindo beijos
    Blog: livro-azul.blogspot.com.br

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  3. Priscila · dezembro 20, 2014

    Que lindo cara!

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